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domingo, 15 de abril de 2018

VILA DAS LETRAS - PALAVRAS EM TODO LUGAR


PROJETO VILA DAS LETRAS
PROFESSORA DANIELE MENDONÇA

Vila das Letras – Palavras em todo lugar. Ação dirigida a professores alfabetizadores dos anos iniciais (1º/2º anos) com fins a proporcionar o desenvolvimento de ações e práticas com o uso do alfabeto, de modo a oportunizar o conhecimento das letras, de forma dinâmica, onde a referência escrita (grafema) parta das letras do nome das crianças, bem como nomes que referendam suas realidades locais, ou seja, o entorno de sua casa, os equipamentos públicos, os elementos da vida cotidiana (padaria, farmácia, oficina, banco, supermercado, mercearias, etc) ampliando assim, o repertório de letras e compreensão grafofônica.

Justificativa

No contexto escolar, para o professor alfabetizador, trabalhar a compreensão do nosso sistema de escrita alfabético é fundamental. Exige-se do docente conhecimento e propriedade das especificidades da nossa língua, de modo a proporcionar à criança competências necessárias que possibilitem um aprendizado significativo e levem as mesmas, a uma ampliação progressiva do seu repertório de letras.

De igual forma, a compreensão de partes do texto, da segmentação de palavras no interior de um texto, de frases, palavras, sílabas e letras (consciência fonológica e consciência grafofônica), exigem leitura, análise e construção de estruturas internas de cada indivíduo.  A apropriação do nosso sistema de escrita alfabético subtende a necessária compreensão de: análise linguística, análise estrutural no interior do texto, no interior das frases, no interior das palavras, no interior das sílabas, e na compreensão fonêmica.

Promover então, o acesso da criança aos componentes linguísticos, às estratégias de leitura e escrita que favorecem tais conhecimentos, exige estudo e aprofundamento teórico por parte do professor.

Entendemos, portanto, que cabe ao educador compreender a importância do ato de ensinar à criança o universo das letras. Que essa tarefa aparentemente simples, lida com especificidades próprias da nossa língua bem como o tempo de aprender de cada sujeito.  


E sobre Letra – especificamente, trataremos aqui nessa proposta de trabalho, buscando como desenvolver ações onde o foco seja a Letra (grafema), Letra / mundo, Letra / viva, Letra / palavra, Letra / identidade. Entendendo não apenas, a necessidade de compreender seu valor sonoro, relação grafema-fonema, análise da forma posicional em relação a outras letras do alfabeto, sua especificidades como traçado, curvas, linhas e formas, mas também valorar a letra como símbolo de identidade, pertencimento e participação no mundo.

Desejamos assim, que esse trabalho seja rico de trocas. Trocas de saberes e de experiências exitosas coletivas que nos levem a ampliar nosso horizonte de expectativas em relação a nossas aprendizagens e nosso aprofundamento técnico/prático profissional.


Objetivos:

Desenvolver atividades práticas e lúcidas junto aos professores dos anos iniciais com a temática – Alfabeto, de forma a colaborar com a prática desses professores em sala de aula, onde a referência/foco de trabalho seja o nome da criança, bem como ações do cotidiano que o identificam.


PRÁTICA - ATIVIDADES COM O ALFABETO

1. LETRA – MUNDO - Conduzir o professor à reflexão sobre as diversas possibilidades de leitura e referência de letra em todas as palavras do cotidiano das crianças, que o identificam e que sejam significativas para elas. Sugerimos trabalho sistemático com:

ü  Nomes de familiares
ü  Nomes de amigos preferidos
ü  Nome de animais de estimação
ü  Nomes de lugares onde já tenha ido (na nossa cidade)
ü  Gostos pessoais, nomes de: comida, vestimenta, brinquedos, jogos, desenhos animados, super-herói, filme, música, elementos da natureza (paisagem, fauna, flora) etc.
ü  Referências de lugares públicos ou não, do entorno de suas casas: praças, ruas, escolas, hospitais, biblioteca pública, museu, pontos turísticos.
ü  Pontos comerciais como: farmácias, padarias, açougues, lojas, oficinas, lanchonete, pizzaria, restaurante, sorveteria, shopping, supermercados, mercearias, banca de revistas, livraria, etc.
    
   
      2. LETRA - VIVA
2.1  Jogos com letras do alfabeto – possibilidades

ü  Letra nome – crachá (diversas atividades com crachás)
ü  Letras na trilha (diversas formas: com caixas, com letras grandes, com o próprio corpo sendo letra, etc).
ü  Letras sorteadas (bingo)
ü  Letras móveis (coletivo)
ü  Letras bandeirinhas (trabalhando análise posicional)
ü  Letras feitas com o próprio corpinho
ü  Letras modeladas no jornal
ü  Letras feitas com giz no chão
ü  Letras com massinha de modelar
ü  Letras feitas com o dedinho na areia
ü  Letras feitas com papelão
ü  Letras vazadas
ü  Letras feitas com tampinhas de garrafa pet
ü  Letras na caixa de areia
ü  Letras formadas com barbante molhado na cola
ü  Letras com carimbos vazados
ü  Letras no teclado do computador
ü  Letras na máquina de escrever
ü  Letras com caixinhas de fósforo
ü  Letras cantadas
ü  Letras ditadas
ü  Letras móbile
ü  Letras com gravetos
ü  Letras decoradas
ü  Letras tracejadas no chão: com tinta ou giz (criança caminha sobre tracejado)
ü  Letras pintadas com cotonete (contorno)
ü  Letras garrafa pet (arremesso de argolas na letra indicada)
ü  Letra pescaria
ü  Letras sequencia ( sequencia no palito de picolé)
ü  Letras movimento (dançar e movimentar o corpinho)
ü  Letras frutas (árvore das letras)
ü  Letras roda gigante (roleta das letras com prendedores)
ü  Letras cabide (prendedores das letras no cabide)


 ALGUMAS IMAGENS DO PROJETO



LETRAS - RÓTULOS


LETRA - PALAVRAS / JOGO: DOMINÓ


LETRA ESCRITA ESPONTÂNEA


LETRAS - NOMES DE BICHOS


LETRAS EM PALITO DE PICOLÉ


 LETRA PALAVRA NA HISTÓRIA


LETRAS MÓVEIS


LETRAS MÓVEIS - FICHA VAZADA


LETRA PALAVRA - JOGO: QUEBRA-CABEÇA DE PALAVRAS


LETRAS MÓVEIS - CAIXINHA DE FÓSFORO


LETRA FIGURA


LETRA JOGO: FORMANDO PALAVRAS


 LETRA TRILHA: JOGO DOS NOMES



LETRA IMAGEM - JOGO: GARRAFA PET


LETRA IMAGEM - JOGO: IMAGEM LETRA EM CD


LETRA RÓTULO



LETRA VIVA - A


LETRAS VIVA - V


LETRA VIVA - E


LETRA CONCRETA - TAMPINHA DE GARRAFA PET



LETRA CONCRETA - TAMPINHA DE GARRAFA PET

                                                              
                                     


                             


                                                                                                                                    

terça-feira, 27 de março de 2018

Delta Jones: De irmão para irmão, a saga do herói não morrerá


Toda HQ tem uma história por trás, que pode ser tão interessante quanto o próprio quadrinho. As inspirações podem vir de diversos lugares, e até mesmo ser um vínculo de união entre irmãos.

E, é assim que iniciamos a história de Daniel, conhecido como “Léo” e Aari Mendonça nascidos em Fortaleza no Ceará, dois dos onze filhos de Maria e … Mendonça. “Léo” se destacava por sua criatividade e costumava criar historinhas em quadrinhos em qualquer pedaço de papel que encontrasse e, é aí por volta de 1994 que surge “Delta Jones”.

Os irmãos sempre muito unidos gostavam das mesmas coisas, como tantas outras crianças da década de 90 assistiam desenhos animados de Hanna Barbera e Walter Lants, liam quadrinhos da Marvel e da DC Comics, além dos Gibis do Maurício de Sousa. Esses trabalhos influenciaram no que os irmãos criavam quando crianças, porém, quando os animes (desenhos animados japoneses) invadiram a programação das Tvs brasileiras, com roteiros mais forte s e animações mais bem trabalhadas, fizeram a cabeça definitivamente não só dos irmãos como de muitas crianças na época.

A partir daí “Léo” começou a fazer quadrinhos “artesanais” de um super herói que acabara de criar, já intitulado Delta Jones. Uma folha de papel qualquer com um único verso em branco, dobrada ao meio junto de algumas outras e grampeada do centro, daí era só desenhar. “Aposto que muita criança deve ter feito isso quando pequena para criar as próprias histórias e imagino quanta historinha legal não se perdeu depois dessa fase”, disse Aari.

A história e quadrinização surgiam de acordo com a imaginação do criador, inspirado no que gostavam de ler e assistir. “As histórias eram simples mas muito marcantes, visto que era apenas uma criança no comando, e imagina, era um sucesso em casa e na escola!”, explicou Aari. E em pouco tempo, Delta Jones já possuía sete capítulos.

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O tempo foi passando, os meninos cresceram Daniel “Léo” hoje trabalha com turismo e Aari tem uma empresa que trabalha com design e decoração de ambientes. E foi o próprio Aari que acompanhou tudo de perto que decidiu que a história de Delta Jones não poderia morrer.

Em uma festa de fim de ano na casa do irmão Aari encontrou a caixa em que as histórias de Delta Jones estavam guardadas e conservadas e logo se emocionou, decidiu ficar com as histórias e no ano que se seguiu preparou a surpresa. “Não demorou muito até chegar a notícia de que meu irmão estava mal por causa da “perda” das revistas, era uma coisa que ele guardava com muito amor”.

Para manter o conteúdo original Aari se preocupou em manter os detalhes principais da história, e os textos simples, mas dessa vez com um roteiro pré- definido, arte finalização, colorização digital, e texto diagramado em programa adequado. No final do ano foram rodadas umas trinta unidades de cada uma das três primeiras edições finalizadas. “Na festa de natal, eu já estava super ansioso para presentear meu irmão com o que tinha feito, armamos uma mesa com todas as revistas e claro, não faltou discurso e emoção na entrega do presente, eu vou sempre me emocionar ao ouvir meu irmão me falar que eu era o seu ídolo, aquilo pra mim, não teve preço…”.
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E a homenagem não acabou por aí Aari desenvolveu um site do Delta Jones, uma iniciativa chamada DJ Quadrinhos, onde serão concluídas as sete edições do quadrinho, e já estão programados mais sete episódios que seria a parte ll da saga do herói. Porém, agora com arte do criador original da série, o “Léo”. O portal ainda terá outras histórias de heróis do mesmo universo, e histórias fan made, onde os irmãos irão criar histórias alternativas para os que os influenciaram.

A plataforma irá também ajudar desenhistas independentes que não possuem suporte para desenvolver seus trabalhos, desde a parte de criação de personagens, roteiro, colorização digital, impressão e distribuição, online e física.  O processo para quem quiser participar é simples, apenas envie o material para o e-mail  da iniciativa e após aprovação será postado juntamente com todos os contatos do autor.

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Jornalista, mãe de 6 peludos e de uma cascuda chamada Donatela. Sou uma mistura de Penélope Charmosa e Wandinha Addams, a típica fofa das trevas que adora o universo Disney. Choro toda vez que assisto a morte de Mufasa, amo Cavalo de Fogo e necessito de TWD. K-pop é como uma religião e minha deusa é a Hyuna. Ainda não sei se vivo no País das Maravilhas ou no Fantástico Mundo de Bob, porém, desde que os doramas e o tal de Lee Min Ho começaram a fazer parte da minha vida, a Coreia não me parece uma má ideia.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Trabalhando Valores - Música - Turminha do tio Marcelo



SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE FORTALEZA - SME

Descobrindo nossos direitos e deveres. A palavra é CI-DA-DA-NI-A. Aprender cantando é bem melhor! Ótima dica, a canção do Tio Marcelo.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Incentivo à leitura dos professores - Dicas de Livros

O Portal do Professor é um espaço on-line no qual educadores têm acesso a sugestões de planos de aula, conteúdos multimídia, notícias sobre o panorama geral da educação no País, iniciativas governamentais, podendo até mesmo interagir em fóruns de discussão com outros profissionais da área.
Confira abaixo os 11 livros indicados para quem deseja se aprofundar no tema e/ou levar os conhecimentos adquiridos para a sala de aula:
A Arte de Ler
Émile Faguet – Editora Casa da Palavra – Brasil

Escrito no início do século XX, o livro permanece atual quase 100 anos após sua primeira publicação (1911), principalmente quando se leva em conta o excesso de informação dos dias atuais, em que a otimização da leitura se faz oportuna.
"A arte de ler é a arte de pensar com um pouco de ajuda", disse Faguet. Dessa forma, o autor sugere o primeiro passo para um melhor aproveitamento de qualquer livro: identificar os objetivos da leitura e os diferentes tipos de livros, bem como suas particularidades.
O Incentivo à Leitura
Cláudia Stocker – Editora – Brasil – 2014

É na infância que se adquire o hábito de ler; é na criança que estão todas as potencialidades e disponibilidades para o prazer da leitura. E é evidente, também, que se torna necessário abrir para elas as janelas desse mundo maravilhoso.
Ler e contar história são formas de desenvolver o gosto pela fantasia, incentivando nos pequeninos aspectos que dizem respeito ao seu potencial criativo.
Ao ouvir histórias narradas por contadores que transformam palavras e gestos em pura magia e encanto, é que queremos mostrar ao leitor, como o despertar para a leitura pode ser iniciado nas primeiras etapas da vida através da tradição oral.
Incentivando o Amor pela Leitura
Eugene H. Cramer, Marrietta Castle – Editora Artmed – Brasil – 2001

A obra “faz uma análise do professor e do papel crítico que ele desempenha na tarefa de ajudar as crianças a tornarem-se leitores motivados, ativos e envolvidos, que leem tanto por prazer como pela necessidade de manterem-se informados.”
Estratégias de Leitura
Isabel Solé – Editora Artmed – Brasil – 1998 – 6ª edição

O livro escrito por Isabel Solé aborda diferentes formas de trabalhar com o ensino da leitura. Seu propósito principal é promover nos alunos a utilização de estratégias que permitam interpretar e compreender de forma autônoma os textos lidos.
Enfatizando sempre que o ato de ler é um processo complexo, a autora, utilizando um texto simples e agradável de ser lido, explicita-o dentro de uma perspectiva construtivista da aprendizagem.
Estratégias de Leitura, 6ª edição, é uma obra que certamente contribuirá para o desempenho docente, principalmente dos profissionais que atuam no Ensino Fundamental e na Educação Infantil.
Por que Ler?
Tânia Dauster, Lucelena Ferreira – Editora Lamparina, Coed. FAPERJ – Brasil – 2010

Neste livro, pesquisadores abordam questões que são objeto de discussão no campo educacional - a formação de leitores e de mediadores de leitura; a importância da leitura literária na construção da subjetividade; a relação entre literatura e oralidade; os desafios à formação de professores, tendo em vista diferentes concepções sobre o ensino da língua, entre outras temáticas.
Os Jovens e a Leitura: Uma Nova Perspectiva
Michèle Petit – Editora 34 – Brasil – 2008

Partindo de dezenas de entrevistas com leitores da zona rural e jovens de bairros marginalizados na periferia das grandes cidades francesas, bem como do testemunho de escritores e suas obras, a autora demonstra – com exemplos que se adequam perfeitamente à sociedade brasileira – a importância das bibliotecas públicas e de bibliotecários, mediadores de leitura e educadores de modo geral na luta contra os processos de exclusão e segregação.
Sem receitas mágicas, mas com profundo conhecimento de causa, Petit ilumina por vários ângulos as relações entre os jovens e o livro no mundo globalizado, apostando no papel fundamental que a leitura pode representar para a construção e reconstrução do sujeito, particularmente em contextos de crise ou de grande violência social.
A Arte de Ler
Michèle Petit – Editora 34 – Brasil – 2010

"Aquele livro me deu a força necessária para enfrentar a virada decisiva de minha vida, aceitar que eu não era mais o mesmo, suportar sê-lo com meus amigos que não compartilhavam o que eu pensava e que tive que enfrentar para defender minha nova maneira de ver a vida..."
O depoimento acima, de um jovem morador de um dos bairros mais pobres de Bogotá, na Colômbia, é apenas um entre as dezenas de testemunhos sobre a importância da literatura — tomada aqui num sentido amplo, que inclui histórias em quadrinhos e relatos orais, além dos gêneros tradicionais da poesia, do conto e do romance — na formação do sujeito, e o papel que ela desempenha em contextos de crise.
O Prazer do Texto
Roland Barthes – Editora Perspectiva – Brasil – 2008 – 4ª edição

Em um escrito caleidoscópico, quase um bloco de anotações, Roland Barthes busca aqui a análise do prazer sensual do texto, tanto por parte de quem escreve - sem medo de expor seu desejo, sob pena de cair na tagarelice - quanto de quem lê (normalmente situado como objeto, ser passivo e sem defesas frente ao texto, e que aqui é revelado em sua plenitude criativa da fruição).
Descartando a frigidez do texto empolado e político, evocando ao fio dos argumentos tanto Proust, Flaubert, Stendhal como Sade e Bataille, ou ainda Lacan e Freud, 'O Prazer do Texto' apresenta, de forma profunda e lúdica, - costumeiro prazer dos leitores de Barthes - um tema fundamental em semiologia e literatura.
A Importância do Ato de Ler
Paulo Freire – Editora Cortez – Brasil – 2011

“Este livro busca abordar a questão da leitura e da escrita encaradas por Paulo Freire sob o ângulo da luta política com a compreensão científica do tema. A obra pretende mostrar sua presença no desafio pelos direitos da alfabetização, pronunciados ao mundo sobre a importância do ato de ler.”
Leituras: do Espaço Íntimo ao Espaço Público
Michèle Petit – Editora 34 – Brasil – 2013

Qual o papel da leitura na construção do indivíduo? Em que medida ela pode desempenhar uma função reparadora em casos de danos psíquicos e sociais? Como pensar o lugar da leitura em bibliotecas e no contexto educacional?
Estas são algumas das perguntas levantadas neste livro pela antropóloga francesa Michèle Petit - já conhecida no Brasil por Os jovens e a leitura (2008) e A arte de ler (2009).
Os textos reunidos em no livro são o resultado de conferências realizadas em países da América Latina e voltadas, entre outros, para bibliotecários, professores, mediadores de leituras e profissionais dedicados à formação de leitores de modo geral.
Em comum, estes ensaios destacam a leitura como atividade de resistência e indagação, a qual permite a muitas pessoas em circunstâncias desfavoráveis tornarem-se agentes de seus destinos.
Como Incentivar o Hábito da Leitura
Richard Bamberger – Editora Ática – Brasil 

O livro aborda o panorama do ensino da leitura em várias partes do mundo.
Fonte:
Portal Brasil com informações do Portal do Professor 

domingo, 12 de novembro de 2017

O BAOBÁ E A HIENA – uma lenda africana.


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“No coração da África, havia uma extensa planície. E no centro dessa planície, erguia-se uma alta e frondosa árvore. Era o baobá. Um dia, embaixo do sol escaldante do meio-dia africano, corria pela planície um coelhinho, que, cansado, quando viu o baobá, correu a abrigar-se à sua sombra. E ali, protegido pela árvore, ele se sentiu tão bem, tão reconfortado, que olhando para cima não pôde deixar de dizer: - Que sombra acolhedora e amiga você tem, baobá! Muito obrigado! O baobá, que não costumava receber palavras de agradecimento – como muitos de nós também não recebemos - ficou tão reconhecido, que fez balançar os seus galhos e tremular suas folhinhas, como numa dança de alegria. O coelho, percebendo a reação da árvore, quis aproveitar-se um pouquinho da situação e disse assim: - É, realmente sua sombra é muito boa.... Mas e esses seus frutos que eu estou vendo lá em cima? Não me parecem assim grande coisa... O baobá, picado no seu amor próprio, caiu na armadilha. E soltou, lá de cima de seus galhos, um belo e redondo fruto, que rolou pelo capim, perto do coelhinho. Este, mais do que depressa, farejou o fruto e o devorou, pois ele era delicioso. Saciado, voltou para a sombra da árvore, agradecendo: - Bem, sua sombra é muito boa, seu fruto também é da melhor qualidade. Mas... e o seu coração, baobá? Será ele doce como seu fruto ou duro e seco como sua casca? O baobá, ouvindo aquilo, deixou-se invadir por uma emoção que há muito tempo não sentia. Mostrar o seu coração? Ah... Como ele queria... Mas era tão difícil... Por outro lado, o coelhinho havia se mostrado tão terno, tão amigo... E assim, hesitante, o baobá foi lentamente abrindo o seu tronco. Foi abrindo, abrindo, até formar uma fenda, por onde o coelho pôde ver, extasiado, um tesouro de moedas, pedras e joias preciosas, um tesouro magnífico, que o baobá ofereceu a seu amigo. Maravilhado, o coelho pegou algumas joias e saiu agradecendo: - Muito obrigado, bela árvore! Jamais vou te esquecer! E chegando à sua casa, encontrou sua esposa, a coelha, a quem presenteou com as joias. A coelha, mais do que depressa, enfeitou-se toda com anéis, colares e braceletes e saiu para se exibir para suas amigas. A primeira que ela encontrou foi a hiena, que, assaltada pela inveja, quis logo saber onde ela havia conseguido joias tão faiscantes. A coelha lhe disse que nada sabia, mas que fosse falar com seu marido. A hiena não perdeu tempo: foi ter com o coelho, que lhe contou o que havia acontecido. No dia seguinte, exatamente ao meio-dia, corria a hiena pela planície e repetia passo a passo tudo o que o coelho lhe havia contado. Foi deitar-se à sombra do baobá, elogiou-lhe a sombra, pediu-lhe um fruto, elogiou-lhe o fruto e finalmente pediu para ver-lhe o coração. O baobá, a quem o coelhinho na véspera havia tornado mais confiante e mais generoso, dessa vez nem hesitou. Foi abrindo o seu tronco, foi abrindo, bem devagarinho, saboreando cada minutinho de entrega. Mas a hiena, impaciente, pulou com suas garras no tronco do baobá, gritando: - Abra logo esse coração, eu não aguento esperar! Ande! Eu quero todo esse tesouro para mim, eu quero tudo, entendeu? O baobá, apavorado, fechou imediatamente o seu tronco, deixando a hiena de fora a uivar desesperada, sem conseguir pegar nenhuma joia. E por mais que ela arranhasse a árvore, ela nada conseguiu. A partir desse dia é que a hiena ganhou o costume de vasculhar as entranhas dos animais mortos, pensando encontrar ali algum tesouro. Mal sabe ela que esse tesouro só existe enquanto o coração é vivo e bate forte. Quanto ao baobá, nunca mais ele se abriu” www.contandoafrica.blogspot.com.br

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Formas com Palitos de picolé










Alguns palitinhos nas mãos e muita criatividade na cabeça. As crianças contam, criam, brincam e aprendem juntas, compartilhando suas criações, além de deixar rolar a imaginação falando sobre as figuras que inventam.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Moldura de galhos secos - Lembrancinha para as Mães


Lembrança para o Dia das Mães - com simplicidade, usando elementos da Natureza. Moldura para quadro feita com galhos secos e ráfia (fibra da palmeira). Presente rústico e feito com muito carinho.






MATERIAIS: 


  1. GALHOS DE ÁRVORES SECOS
  2. FIOS DE RÁFIA (FIOS DE FIBRA DA PALMEIRA)
  3. PAPEL PARA DESENHOS 
  4. CANETINHAS
  5. LÁPIS DE CORES
  6. COLA BRANCA

quinta-feira, 23 de março de 2017

Livros infantis - Natureza e meio ambiente


A PRIMAVERA DA LAGARTA

Série Vou Te Contar!Editora Salamandra
Autor: Ruth Rocha
Ilustração: Madalena Elek
Faixa etária: A partir de 06 anos
Área: Ficção
Número de páginas: 32




MIL PÁSSAROS PELOS CÉUS

Série Vou Te Contar!Editora Salamandra
Autor: Ruth Rocha
Ilustração: Rogério Coelho
Faixa etária: A partir de 06 anos
Indicação: Alfabetização (EI)
Área: Ficção
Assunto: Amizade, Animais, Música, Poesia
Número de páginas: 32

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Jogo da Memória Gigante - Animais







Jogo da memória gigante feito com caixas de papelão. 

Na escola, todas as crianças recebem material escolar como: cadernos, canetinhas coloridas, lápis de cores, régua, tesourinha, lápis de escrever, borracha, apontador. Tais materiais são entregues às crianças dentro de caixas de papelão de tamanho médio e de formato retangular. Ao receberem os materiais, muitas crianças e seus pais descartam essas caixas. Assim, com o intuito de reutilizá-las, recolhemos todas as caixas e fizemos o jogo da memória gigante, com a participação das crianças.

MATERIAIS:
  • Caixas de papelão
  • Jornal
  • Tinta guache preta
  • Fita adesiva transparente
  • Fita crepe ou fita gomada
  • Xerox duplas de figuras de bichos (ou outra de sua preferência no tamanho da caixa, no caso da caixa utilizada, usei o mesmo tamanho de papel A-4).

Modo de fazer o jogo:

As crianças participam na construção do jogo, ao colocarem bolinhas de jornal dentro das caixas, até preencher todos os espaços. 
Fecha-se as caixas com fita crepe ou fita gomada, pois as mesmas podem receber tinta.
Logo após, as crianças pintam as caixas com tinta guache preta.
Por fim, cola-se as figuras duplicadas de animais, uma em cada caixa (ou outra de preferência). Passa-se fita adesiva transparente cobrindo todas as caixas.
Depois é só usar a memória e se divertir com as crianças!









sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Musica: Bouboukalakala a dit que (Bubukalakala ele disse..)




Musica: Bouboukalakala a dit que (Bubukalakala ele disse..)
Música e animação de ARBMusic
Língua: Francês
Pesquisa, tradução e adaptação: DNA - África - Diásporas das Nações Africanas (Miranda)
Bouboukalakala a dit é uma brincadeira bem semelhante a "fazer o que seu mestre mandar", e a palavra "Bouboukalakala" não tem nenhum significado, é como "adoleta", apenas para fazer rima e deixar a brincadeira mais divertida.
Então bouboukalakala, divirtam-seeeee!!!
Bouboukalakala a dit que
(Bubukalakala ele disse)
Bubukalakala ele disse
Bubukalakala ele disse
Dance como uma cobra
Rasteje e gire em sua volta
Bubukalakala ele disse
Bubukalakala ele disse
Dance como um leão
Corra rapidamente e pule
Bubukalakala ele disse
Bubukalakala ele disse
Dance como um crocodilo
Rasteje e nade
Bubukalakala ele disse
Bubukalakala ele disse
Dance como uma galinha
Bata as asas e bique
Bubukalakala ele disse
Bubukalakala ele disse
Dance como uma girafa
Corra e balance o pescoço
Bubukalakala ele disse
Bubukalakala ele disse
Dance como um elefante
Marche e se balance
Bubukalakala ele disse
Bubukalakala ele disse
Dance como crianças
Entre na roda e salte.
Bubukalakala ele disse
Bubukalakala ele disse
Bubukalakala ele disse
Bubukalakala ele disse

Música de roda africana. Olélé moliba makasi (Olelê! A correnteza é muito forte)




Nome: Olélé moliba makasi
(Olelê! A correnteza está forte!)
Criado por ARBMusic
Línguas: Lingala e francês
Tradução e pesquisa: DNA - África - Diáspora das Nações Africanas (Miranda)
Mais uma música de roda africana, e dessa vez tem tradução!
Oh que delícia, então peguem seus pequenos barqueiros e remem com eles, a coreografia fica a encargo de vocês..."olelê,olelê, olelê moliba makasi"!!!!!
Mais do que uma simples brincadeira, essas canções e ilustrações trazem a tona o valor da representatividades, quantas crianças negras estão se vendo nesse barquinho agora?!
Representatividade importa sim!!!!

Tradução:
Olelê
Olelê
Olelê
A correnteza está forte*
Olelê
Olelê
Olelê
A correnteza está forte
Ei barqueiro
Pegue seus remos
E empurre a água para atrás de você
Olelê
Olelê
Olelê
A correnteza está forte
Olelê
Olelê
Olelê
A correnteza está forte
Barqueiro! Você rema forte!
Você rema rápido!
Sua canoa desliza na água!
Olelê
Olelê
Olelê
A correnteza está forte
Olelê
Olelê
Olelê
A correnteza está forte
Barqueiro, você ainda está de pé
Vamos, reme
Vamos
A Kinshasa** (Pode ser substituído pelo nome de outra cidade)
Olelê
Olelê
Olelê
A correnteza está forte
Olelê
Olelê
Olelê
A correnteza está forte
Olelê
Olelê
Olelê
A correnteza está forte
*Tradução da língua lingala
**Kinshasa: Capital da República Democrática do Congo

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Princesas Africanas

Leitura sobre a cultura africana, e a importância de conhecermos e valorizarmos as raízes negras de todos nós. Africanidades na escola com leituras que buscam debater e discutir sobre nossa nossa história, nossa raça, nossa cor.




LEITURAS Compartilhadas: Princesas Africanas, ano 9, n. 19, mar. 2009.
Autores: Ana Claudia Maia (ed.) e outros
Ilustradora: Taisa Borges
Ano: 2009
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