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domingo, 20 de novembro de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
XV Encontro de Psicopedagogia do Ceará
Galeara Matos, Psicanalista, Psicopedagoga e Mestra em Educação.
Quésia Bombonatto, Psicopedagoa presidente da ABPp- SP
Andréa Aires, Fonoaudióloga e Psicopedagoga, e Leide Psicopedagoga do Piauí
Zeza Weyne, Fonoaudióloga e Psicopedagoga, orientadora do meu trabalho monográfico e grande incentivadora de minha apresentação no XV Encontro de Psicopedagogia do Ceará.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Entrevista: Alicia Fernández
A especialista argentina completa 40 anos de psicopedagogia e analisa importantes questões que envolvem as dificuldades de aprendizagem.
Por Luiza Oliva
A psicopedagoga argentina Alicia Fernández foi uma das precursoras da psicopedagogia no Brasil e é responsável pela formação de parte dos profissionais da área em nosso país. É autora de Os idiomas do Aprendente, O Saber em jogo, A Inteligência Aprisionada e A Mulher escondida na professora (todos pela Artmed) e de Psicopedagogia em Psicodrama – morando no Brincar (Editora Vozes). A especialista estará no Simpósio Internacional de Psicopedagogia - Instrumentos diagnósticos e intervenção: novas práticas psicopedagógicas, realizado pela ABPp, dias 5 e 6 de setembro em São Paulo, ministrando o curso Autorias Vocacionais. De Buenos Aires, onde é diretora da Escola Psicopedagógica de Buenos Aires, Alicia concedeu esta entrevista à Direcional Educador, onde analisa questões que envolvem os problemas de aprendizagem.
DIRECIONAL EDUCADOR - Como a senhora pode definir as dificuldades/problemas de aprendizagem?
ALICIA FERNÁNDEZ - Antes de falarmos de dificuldades ou problemas, devemos falar de capacidades e possibilidades. Somente assim poderemos realizar duas tarefas: primeiro, tratar dos problemas e segundo, o que é mais importante, evitar que apareçam. A aprendizagem não é um meio para se obter outra coisa. É um fim em si mesmo. Nós humanos nascemos carentes. Somos os mais indefesos da espécie animal. O filhote humano se faz humano graças à aprendizagem. Esta “fraqueza” instintiva orgânica é seu grande potencial. Porque, como todo bebê nasce imaturo biologicamente, sem os mínimos recursos próprios para sobreviver, precisa de outro humano que o ensine, que o reconheça como semelhante, que queira e que acredite que pode aprender. Todo aprender é problemático, porque inclui, no mínimo, três sujeitos: “o aprendente”, “o ensinante” e o sujeito social (a sociedade na qual está inserido). Não é o organismo que aprende, ainda atividades quase biológicas como o caminhar, o controle dos esfíncteres, o comer sozinho; para serem adquiridas não requerem apenas um organismo sadio, e sim, principalmente, uma aprendizagem. Aprendizagem que ocorrerá de acordo com o ambiente, mais ou menos favorável no qual a criança se desenvolve. Quer dizer, se falamos de dificuldades de aprendizagem, falamos de dificuldades no ou para o meio familiar, e ou educativo/ ensinante.
Como o meio interfere nos problemas de aprendizagem?
A palavra interferir é diferente de intervir. O meio sempre intervém, e às vezes pode interferir. Que quero dizer com isto? Inter-vir (vir “entre”). Inter-ferir (ferir “entre”). Maravilha dos nossos idiomas. Nossa tarefa consiste em “intervir” e conseguir que o meio não “interfira”, negativamente. Como estávamos dizendo, não se pode esquecer do diagnóstico do “meio”, do ambiente, quando realizamos um diagnóstico psicopedagógico. A partir desta idéia central, eu escrevi meus dois primeiros livros: A inteligência aprisionada, nele trago fundamentos de como a família pode ser possibilitadora ou produtora de problemas de aprendizagem dos filhos, e deste modo, estruturo um modelo de diagnóstico interdisciplinar familiar, que venho utilizando em diversos países. E no meu segundo livro traduzido em português, A mulher escondida na professora, explico e fundamento o lugar e a importância dos professores, tanto como agentes de saúde na aprendizagem, como às vezes (ainda que sem propor a sê-lo) como desencadeadores de problemas de aprendizagem. A escola, e todos os seus atores, têm um papel subjetivante em relação aos alunos. Nós, humanos, aprendemos a partir de identificações com nossos ensinantes, e somente em um ambiente familiar, e depois, no escolar e social, que nos aceite como seres pensantes. Quero dizer, que permita e favoreça nossas perguntas, dê lugar à diferença, em síntese, que favoreça a autoria de pensamento. A inteligência se constrói, a atividade de pensamento se constrói, como também a atenção e a capacidade de se prestar atenção.
Como a senhora entende a abordagem organicista a respeito das dificuldades de aprendizagem?
As tendências à patologização dos avatares da aprendizagem se acrescentam, promovidas pela indústria farmacêutica e pela difusão das notícias pela mídia. Sem dúvida, tal discussão não teria o êxito alarmante que está tendo, se não se sustentasse nas formas de subjetivação impostas pela sociedade do mercado globalizado. Preocupa-nos a inquietante proliferação de posturas que não só psicopatologizam e medicalizam os mal estares psíquico-sociais, como também consideram suspeita e até perigosa a própria atividade da alegria e o brincar, desvitalizando a autoria de pensamento. Quanto se trata de crianças e da aprendizagem, tal tendência encontra fáceis adeptos e propulsores em professores e pais aprisionados pelas lógicas da competitividade, pela eficiência (que mata a eficácia) e pelo cumprimento imediato para se chegar a um fim exitoso, sem considerar os meios para se alcançá-lo. A aprendizagem perde assim seu caráter subjetivante – fim em si mesmo - para transformar-se em um triste meio para obter um resultado exigido pelo outro. A atividade de pensar é fascinante. Como se produz a maravilhosa e transformadora atividade de pensamento? A “fábrica” de pensamentos não se situa nem dentro, nem fora da pessoa, está localizada entre. “Entre”, em psicopedagogia, não é uma palavra a mais, é um conceito. A atividade do pensar nasce na intersubjetividade promovida pelo desejo de se fazer próprio que nos é desconhecido, mas também nutrida pela necessidade de entendermos e que nos entendam. O pensar, ademais, se alimenta do desejo de que este outro nos aceite como seu semelhante. Desejos, aparentemente contraditórios, mas que juntos vão armando a trama do nosso existir em sociedade. Entendendo assim a atividade do pensar, poderemos encontrar outros caminhos para a construção de regras. A função do pensamento em seu sentido mais radical tem a ver com superar a racionalidade pragmática. A sustentação do pensar se dá naquilo que se quer alcançar e não no que está dado. Definimos a inteligência como a capacidade de desadaptar-se criativamente. Quando o modo de pensar perde a provisioriedade necessária a todo o pensar, as observações descritivas e particulares são utilizadas como se fossem explicações gerais. O devastador de tal modo de pensar abrange não somente os sujeitos observados, e assim transformados em “objetos”, como também a quem pretendemos “diagnosticar”. As perturbações na aprendizagem expressam uma mensagem que é sempre singular. O “rótulo” esconde a mensagem que está entrelaçada no drama singular de cada criança ou jovem. A abordagem clínica consiste na exploração desta dramática.
Pode explicar o conceito de aprisionamento da inteligência?
A inteligência se constrói. Não nascemos inteligentes, nascemos com a possibilidade de sermos inteligentes, quer dizer, de podermos eleger nosso destino. A maioria das crianças diagnosticadas como deficientes mentais, não o são. Sua inteligência encontra-se aprisionada. Quando, 20 anos atrás, publiquei o livro A inteligência aprisionada, a indústria farmacêutica não havia penetrado nas escolas do modo que ocorre hoje, e os efeitos devastadores do neoliberalismo não colonizavam as mentes de tantos profissionais como na atualidade, portanto não considerava urgente denunciar a medicalização das crianças. Ademais, o pretendido caráter orgânico e hereditário da inteligência já estava suficientemente questionado pela epistemologia genética, pela psicanálise, pela sociologia da educação e pela psicopedagogia. Apoiando-me nestes saberes, que contextualizam a inteligência humana em um sujeito inserido em um meio familiar e social, pude explicar os possíveis e diferentes aprisionamentos de que padece a mesma. A partir destes aportes teóricos e clínicos consegui propor outros modos de “diagnosticar” a capacidade intelectual frente a aqueles que pretendiam fazê-lo através de “cocientes intelectuais” (CI) e percentuais. Em síntese, sobre a atividade intelectual estavam então (e estão agora) suficientemente estudadas uma série de questões: que a inteligência se constrói; que tal construção nasce e cresce na intersubjetividade - pelo que não pode explicar-se do ponto de vista neurológico - e que os meios ensinantes (familiares, educativos e sociais) participam favorecendo ou perturbando a capacidade de pensar. Quer dizer, para questionarmos os modos instituídos de pensar a inteligência, contávamos então com teorias que desde o século XX vinham rebatendo as idéias de épocas anteriores que a consideravam uma função orgânica. A situação varia quando se trata de pensar a atividade atencional. Os diagnósticos de “déficit de atenção” se realizam sobre supostos (não explícitos) que desconhecem os avanços produzidos no século XX em relação aos estudos da subjetividade humana e da inteligência. Assim, atualmente se definem tipos de atenção de modo semelhante ao determinado pela psicologia experimental do século XIX. Necessitamos analisar a atenção aprisionada, para diferenciá-la da desatenção reativa (e a ambas dos poucos casos de dano neurológico que comprometem a atenção). Hoje é urgente trabalhar e estudar a capacidade atencional como aquilo que é: uma capacidade. Partindo desta postura, a psicopedagogia pode fazer importantes aportes.
Há quantos anos trabalha com a psicopedagogia? Pode fazer um breve histórico de como iniciou na área? E como vê a evolução da psicopedagogia nesse período?
Neste ano completam-se 40 anos que desenvolvo a maravilhosa atividade da psicopedagogia. Fazer psicopedagogia é uma atividade que não somente nos permite, como também exige fazermos por nós mesmos, o que podemos fazer pelos outros. A exigência de fazer por nós mesmos se refere a ir re-significando nossas próprias modalidades de aprendizagem/ensinagem, e ir nutrindo as fontes propiciadoras de nossa própria autoria de pensamento. Uma destas fontes é a “alegria” que vem de mãos dadas com a capacidade de surpreender-se. Você me pergunta como iniciei minha carreira. Na Argentina, a psicopedagogia é uma formação que ocorre na graduação. Eu comecei trabalhando como orientadora educacional em escolas de regiões carentes, as quais me serviram como uma grande aprendizagem, já que ao mesmo tempo em que estudava na faculdade, podia receber as perguntas que aquela realidade educativa colocava a professores e alunos.
Como vê o futuro da psicopedagogia? Há exageros na questão do encaminhamento psicopedagógico?
Um dos aspectos da subjetividade – mais atacado pela sociedade neoliberal – é a possibilidade de pensar. Este ataque é lento, persistente e perigoso. Vai se dando imperceptivelmente. Jovens e adultos o sofremos. Na escola se evidenciam os efeitos de tal bombardeio. Nos alunos se manifesta como um aborrecimento-tédio e pode expressar-se como “desatenção”. Nos docentes pode aparecer como desânimo e “queixa-lamento”. Portanto o futuro da psicopedagogia depende da postura que cada psicopedagogo pode ir construindo, quer dizer, priorizando a saúde da aprendizagem tanto nas escolas, nas famílias e nos meios de comunicação. Esta é a tarefa principal. Encaminhar uma criança ou jovem a um tratamento é só uma última instância. A psicopedagogia tem muito que contribuir se conseguir ser fiel à proposta psicopedagógica da saúde. Em síntese, frente à nossa inteligência aprisionada, a tarefa a de cada um de nós, como ensinantes e aprendentes, passa por: o autorizar-se a pensar; o permitir-se perguntar, o perguntar, o deixar espaço à imaginação e ao prazer de aprender; e, em conseqüência, ao prazer de ensinar.
Matéria publicada na Revista Direcional Educador - edição 43 de agosto/2008
terça-feira, 15 de novembro de 2011
A lenda do brilho da Lua
Essa linda animação conta a história de um rei malvado e invejoso que queria roubar o brilho de uma princesa. Nasce assim, a Lenda do Brilho da Lua. Vale a pena passar para as crianças.
A Lenda do Brilho da Lua
Era uma princesa
Tinha um brilho forte no olhar
Via nas estrelas
Companheiras de brincar
Houve um rei malvado
Invejoso pra danar
Quis roubar seu brilho
Transformar em pó
E tomar com água
Pra ficar mais belo
De se admirar
Para ter seu brilho
Que ninguém podia pegar
Ele fez de tudo
Mas não conseguiu arrancar
Ficou furioso
E mandou castigar
Nem o castigo cruel
Seu brilho pode apagar
E o rei então
Prendeu-a no céu
E ela vive na lua
Que vive a brilhar
Tinha um brilho forte no olhar
Via nas estrelas
Companheiras de brincar
Houve um rei malvado
Invejoso pra danar
Quis roubar seu brilho
Transformar em pó
E tomar com água
Pra ficar mais belo
De se admirar
Para ter seu brilho
Que ninguém podia pegar
Ele fez de tudo
Mas não conseguiu arrancar
Ficou furioso
E mandou castigar
Nem o castigo cruel
Seu brilho pode apagar
E o rei então
Prendeu-a no céu
E ela vive na lua
Que vive a brilhar
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
A menina que odiava livros
Essa pequena história é baseada no livro de mesmo nome, da escritora indiana chamada Manjusha Pawagi.Vale a pena conferir essa pequena animação, muito linda a história.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Hino Nacional
A letra do hino nacional do Brasil foi escrita por Joaquim Osório Duque Estrada (1870 – 1927) e a música é de Francisco Manuel da Silva (1795-1865). Tornou-se oficial no dia 1 de setembro de 1971, através da lei nº 5700.
Existe uma série de regras que devem ser seguidas no momento da execução do hino. Deve ser executado em continência à Bandeira Nacional, ao presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso Nacional. É executado em determinadas situações, entre elas: cerimônias religiosas de cunho patriótico, sessões cívicas e eventos esportivos internacionais.
Poema de Joaquim Osório Duque Estrada
Música de Francisco Manoel da Silva
Parte I
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
de um povo heróico o brado retumbante,
e o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
brilhou no céu da pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
conseguimos conquistar com braço forte,
em teu seio, ó liberdade,
desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada, idolatrada, salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
de amor e de esperança à terra desce,
se em teu formoso céu, risonho e límpido,
a imagem do cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
és belo, és forte, impávido colosso,
e teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada, entre outras mil,
és tu, Brasil, ó pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
pátria amada, Brasil!
Parte II
Deitado eternamente em berço esplêndido,
ao som do mar e à luz do céu profundo,
fulguras, ó Brasil, florão da América,
iluminado ao sol do novo mundo!
Do que a terra, mais garrida,
teus risonhos lindos campos têm mais flores;
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida em teu seio mais amores.
Ó pátria amada, idolatrada, salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
o lábaro que ostentas estrelado,
e diga o verde-louro dessa flâmula
- paz no futuro e glória no passado.
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
verás que um filho teu não foge à luta,
nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada, entre outras mil,
és tu, Brasil, ó pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
pátria amada, Brasil!
Vocabulário (Glossário)
Plácidas: calmas, tranquilas
Ipiranga: Rio onde às margens D.Pedro I proclamou a Independência do Brasil em 7 de setembro de 1822
Brado: Grito
Retumbante: som que se espalha com barulho
Fúlgido: que brilha, cintilante
Penhor: garantia
Idolatrada: Cultuada, amada
Vívido: intenso
Formoso: lindo, belo
Límpido: puro, que não está poluído
Cruzeiro: Constelação (estrelas) do Cruzeiro do Sul
Resplandece: que brilha, iluminada
Impávido: corajoso
Colosso: grande
Espelha: reflete
Gentil: Generoso, acolhedor
Fulguras: Brilhas, desponta com importância
Florão: flor de ouro
Garrida: Florida, enfeitada com flores
Idolatrada: Cultivada, amada acima de tudo
Lábaro: bandeira
Ostentas: Mostras com orgulho
Flâmula: Bandeira
Clava: arma primitiva de guerra, tacape
Fonte: sohistoria.com.br
Hino à Bandeira do Brasil
Letra de: Olavo Bilac (1865-1918)
Música de: Francisco Braga (1868-1945)
Apresentado pela 1ª vez em 9/11/1906

Salve lindo pendão da esperança!
Salve símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.
Recebe o afeto que se encerra
em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever,
E o Brasil por seus filhos amado,
poderoso e feliz há de ser!
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre sagrada bandeira
Pavilhão da justiça e do amor!
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
Música de: Francisco Braga (1868-1945)
Apresentado pela 1ª vez em 9/11/1906
Letra do Hino à Bandeira Nacional
Salve lindo pendão da esperança!
Salve símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.
Recebe o afeto que se encerra
em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever,
E o Brasil por seus filhos amado,
poderoso e feliz há de ser!
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre sagrada bandeira
Pavilhão da justiça e do amor!
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
Sugestões de filmes para trabalhar consciência negra na escola
EXIBIÇÃO DE FILMES/DOCUMENTÁRIOS
Sugestões
Amistad
Direção: Steven Spielberg. Drama, EUA. 1897. (154 min)
Baseado em uma história real, o filme conta a viagem de escravos africanos que se apoderam de um navio onde estavam aprisionados e tentam retornar à terra natal. Conhecedores da orientação lunar para navegação conseguiram prevalecer. Infelizmente, o navio é capturado e eles são levados para os EUA, onde aguardam um julgamento por crime e assassinato que termina por questionar o sistema judicial americano. Mas, para aqueles homens e mulheres sob julgamento, a sua luta maior é pelo direito do ser humano à liberdade.
As filhas do Vento
Direção: Joel Zito Araújo. Drama. Brasil. 2004 (85 min.), DVD, color. O filme aborda temas pertinentes às mulheres de qualquer parte do mundo, mas em uma pequena cidade do interior do Brasil. Em uma brilhante peça ficcional, de cunho político e social, o diretor substitui os tradicionais papéis estereotipados (comumente interpretados por atores negros e atrizes negras nas telenovelas brasileiras), por uma rica e multifacetada construção de personagens, mesmo quando habilmente emprega diversos recursos da dramaturgia da novela para se comunicar com grandes audiências.
Ganga Zumba:
Direção: Cacá Diegues. Drama. 1964. (92 min.), VHS, color
O filme começa num engenho de cana-de-açucar, no nordeste brasileiro, entre os séculos XVI e XVII. Inspirados pelo Quilombo de Palmares, uma comunidade de negros fugidos da escravidão situados na Serra da Barriga, alguns escravos tramam fugir para lá. Entre eles, se encontra o jovem Ganga Zumba, futuro líder daquela república
NÚCLEO DE PESQUISA E ESTUDOS AFRO-BRASILEIROS DO CEFET-MG
revolucionária, a primeira de toda a América.
Hotel Ruanda
Direção: George Terry. Cine biografia. EUA. 2004. (122min.),
DVD, color.
Ruanda é um país localizado na porção sul do continente (África Meridional ou Subsaariana). O filme aborda a história real de um gerente de hotel, que abrigou centenas de pessoas refugiadas, durante os conflitos ocorridos entre as etnias hutu e tutsi no
ano de 1994.
Atlântico Negro - Na Rota dos Orixás
Direção: Renato Barbieri. Itaú Cultural, 1988. (52 min.), VHS, color
Apresenta a grande influência africana na religiosidade brasileira. Mostra a origem de as raízes da cultura jêje-nagô em terreiros de Salvador, que virou candomblé, e do Maranhão, onde a mesma influência gerou o Tambor de Minas. Um dos momentos mais impressionantes deste documentário é o encontro de descendentes de escravos baianos que moram em Benin, um país africano desconhecido para a maioria do brasileiros, mantendo tradições do século passado.
O Jardineiro Fiel
Direção: Fernando Meireles. Suspense. EUA. 2005 (125min.),
DVD, color
Retrata o cenário de horror mascarado de diplomacia inglesa, no qual pretensos “deuses” brincam com vidas humanas no continente africano. O filme mostra que a vida dos africanos não vale nada para o mundo ocidental, são feitos cobaias da indústria famacêutica. Trocam suas vidas por uma “ajuda”. Medicamentos para AIDS, tuberculose e doenças que assolam o mundo são testados neles, sem um mínimo de humanidade e ética O filme é permeado por uma história de amor, mas o grande tema é o que a indústria farmacêutica faz com essa população.
Quanto Vale ou é Por Quilo?
Direção: Sérgio Bianchi. Drama. Brasil, 2005. (88min), DVD, color
O filme alerta para questões que parecem ter ficado no passado, mas que ainda existem atualmente, como a luta pelos direitos democráticos, a discriminação contra negros e pobres, o desrespeito, a lavagem de dinheiro, a corrupção, dentre outros. O que mudou foi a roupagem, o opressor é o mesmo. Sendo assim, este é um excelente filme para ser trabalhado em sala de aula, possibilitará o desenvolvimento crítico e reflexivo dos alunos.
Quilombo
Direção: Cacá de Diegues. Aventura. Brasil. 1984 (119 min), VHS. color
No período escravocrata, os africanos trazidos pelos portugueses para o trabalho escravo nas plantações de cana-de-açucar, que não suportavam os maus tratos dos senhores, quando possível fugiam para o interior do país e se organizavam em comunidades. A mais famosa foi o Quilombo dos Palmares, cuja história é contada
nesse filme. Nesse Quilombo não havia somente negros fugitivos, a eles se juntaram também os índios e os brancos que eram perseguidos ou estavam insatisfeitos com a vida que levavam.
Uma Onda no Ar
Direção: Helvécio Ratton. Drama. Brasil, 2002. (92min.), DVD, color.
Quatro jovens amigos que vivem em uma favela de Belo Horizonte tem um sonho: criar uma radia que dê voz às pessoas do local onde vivem. Eles conseguem realizar este sonho. Nasce a Rádio Favela, que conquista os moradores locais, por dar voz aos excluídos, mesmo operando na ilegalidade. O filme retrata também a vulnerabilidade social de sujeitos que mesmo marginalizados são protagonistas de uma “revolução” em comunicação.
Vista a Minha Pele
Direção: Joel Zito Araújo. Ficção, 2003 (15min), VHS, color.
Nessa história invertida que se passa com adolescentes na faixa etária de 12 a 16 anos, os negros pertencem a grupos sociais e culturais dominantes e os brancos foram escravizados e são estereotipados. Os países pobres são Alemanha e Inglaterra, enquanto os países ricos são, por exemplo, África do Sul e Moçambique. O vídeo serve de material básico para discussão sobre discriminação, racismo e preconceito em sala de aula e na sociedade em geral.
Onde encontrar estes filmes e outros. Sugerimos:
> Em locadoras comerciais e alternativas.
> No Portal Curtas da Petrobrás
www.portacurtas.com.br
> Centro de Referência Audiovisual – CRAV –
http://www.pbh.gov.br/cultura/crav/aacrav.htm
> Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva – CEDEFES
www.cedefes.org.br/new/index.php
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Consciência negra na escola
O que é o Dia da Consciência Negra? Celebrado no dia 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra homenageia e resgata as negras raízes do povo brasileiro. Escolhido por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, ele é dedicado à reflexão sobre presença do negro na sociedade brasileira. "O Dia da Consciência Negra sinaliza a ideia do marco, marca o valor da conquista da liberdade deste grupo", explica Roseli Fischmann, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Metodista, de São Bernardo do Campo, na região metropolitana da capital paulista.
O dia da Consciência Negra também põe em pauta a importância de discutir a temática negra na escola. A inclusão de assuntos ligados à África e ao povo negro na educação formal é uma das estratégias para reconhecer a presença desse grupo na história do Brasil - os negros correspondem a 6,8% da população brasileira segundo o IBGE, mas os chamados "pardos" chegam a um número próximo da metade da população brasileira. Não à toa, escolas e instituições diversas já reconhecem a importância de trabalhar a cultura negra em seu dia a dia.
Hoje, a lei brasileira obriga as escolas a ensinarem temas relativos à história dos povos africanos em seu currículo. Além disso, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) estabelecem que a diversidade cultural do país deve ser trabalhada no âmbito escolar. "A sociedade em que vivemos valoriza outro estereótipo, o que resulta na invisibilização do negro. Isso tem um efeito bastante perverso: as crianças negras nunca se vêm e o que elas olham é sempre diferente delas", explica Roseli, que coordenou o grupo responsável pelo documento sobre Pluralidade Cultural nos PCNs. "A pluralidade cultural é um tema que pode ser abordado de forma transversal, em várias disciplinas", conclui. Estratégias simples, como a introdução de bonecas negras, podem ter um efeito positivo para reforçar a identificação cultural dos alunos negros. "Revelar a África pela própria visão africana também surte efeito. O continente produz cultura, histórias e mitologia, o que a perspectiva eurocêntrica não nos deixa ver", diz Oswaldo de Oliveira Santos Junior, pesquisador do Núcleo de Educação em Direitos Humanos da Universidade Metodista de São Paulo.
Texto: Bruna Nicolielo, Marina Azaredo e Mayra Raizi
O dia da Consciência Negra também põe em pauta a importância de discutir a temática negra na escola. A inclusão de assuntos ligados à África e ao povo negro na educação formal é uma das estratégias para reconhecer a presença desse grupo na história do Brasil - os negros correspondem a 6,8% da população brasileira segundo o IBGE, mas os chamados "pardos" chegam a um número próximo da metade da população brasileira. Não à toa, escolas e instituições diversas já reconhecem a importância de trabalhar a cultura negra em seu dia a dia.
Hoje, a lei brasileira obriga as escolas a ensinarem temas relativos à história dos povos africanos em seu currículo. Além disso, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) estabelecem que a diversidade cultural do país deve ser trabalhada no âmbito escolar. "A sociedade em que vivemos valoriza outro estereótipo, o que resulta na invisibilização do negro. Isso tem um efeito bastante perverso: as crianças negras nunca se vêm e o que elas olham é sempre diferente delas", explica Roseli, que coordenou o grupo responsável pelo documento sobre Pluralidade Cultural nos PCNs. "A pluralidade cultural é um tema que pode ser abordado de forma transversal, em várias disciplinas", conclui. Estratégias simples, como a introdução de bonecas negras, podem ter um efeito positivo para reforçar a identificação cultural dos alunos negros. "Revelar a África pela própria visão africana também surte efeito. O continente produz cultura, histórias e mitologia, o que a perspectiva eurocêntrica não nos deixa ver", diz Oswaldo de Oliveira Santos Junior, pesquisador do Núcleo de Educação em Direitos Humanos da Universidade Metodista de São Paulo.
Texto: Bruna Nicolielo, Marina Azaredo e Mayra Raizi
Fonte: Educar para Crescer
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
O que é Bullying?
Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.
"É uma das formas de violência que mais cresce no mundo", afirma Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz (224 págs., Ed. Verus, tel. (19) 4009-6868 ). Segundo a especialista, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.
"É uma das formas de violência que mais cresce no mundo", afirma Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz (224 págs., Ed. Verus, tel. (19) 4009-6868 ). Segundo a especialista, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.
Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, crianças e adolescentes que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podesm apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio.
Fonte: Revista Nova Escola
Fonte: Revista Nova Escola
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